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o que sao?

 

Home o que sao? Os mais perigosos Estrutura externa

 

De todos os animais marinhos, o tubarão é talvez aquele com uma reputação mais sinistra, provavelmente porque é potencialmente perigoso para o Homem e extremamente voraz. No entanto, grande parte das histórias que se contam acerca destes animais são falsas e devem-se ao fraco conhecimento da sua biologia.

Das cerca de 375 espécies actualmente conhecidas, de dimensões e formas variáveis, apenas algumas podem ser perigosas para o homem. Outras são perfeitamente inofensivas como é o caso do Tubarão-baleia, o maior peixe existente, ou do tubarão-frade, que se alimentam exclusivamente de plâncton.

As maiores concentrações de tubarões registam-se nas águas tropicais, mas podemos encontrá-los em todos os mares e algumas espécies conseguiram até colonizar lagos da América Central.

Os tubarões são peixes cartilagíneos (Classe Chondrichthyes), ou seja o seu esqueleto é feito de cartilagens flexíveis, contrariamente aos peixes ósseos.

A pele dos tubarões é coberta por escamas placóides, com um pequeno espinho pontiagudo dirigido para trás e uma base rígida. Por esta razão a pele destes animais tem uma consistência áspera, fazendo lembrar uma lixa.

Os dentes estão inseridos na gengiva e não fixos à mandíbula, como nos peixes ósseos. Nunca ficam desdentados pois têm diversas fiadas de dentes: quando um da frente se desgasta ou parte, é substituído por um novo das fiadas de trás. Os dentes têm bordos serrados, que usam para rasgar, cortar e despedaçar.

Enquanto nos peixes ósseos as brânquias estão cobertas por opérculos, nos tubarões comunicam com o exterior através das fendas branquiais.

Os peixes ósseos possuem um órgão que ajuda a controlar a sua flutuabilidade, designado bexiga natatória. Nos tubarões esta não existe, pelo que são obrigados a nadar continuamente para não se afundarem.

 

Os sentidos

Os órgãos sensoriais são muito apurados, pois os tubarões são predadores eficazes.

A maior sensibilidade corresponde ao olfacto e a um sexto sentido que lhe é conferido pela linha lateral. Esta percorre o corpo em cada um dos flancos e é constituída por células sensoriais que comunicam com o exterior através de finos poros.

Funciona como uma espécie de tacto à distância, já que através dela o peixe pode receber e localizar a origem das ondas de choque provocadas pelo movimento de outros peixes e assim detectar a proximidade das presas.

Recebendo o eco dos seus próprios movimentos, pode também localizar, como um radar, os objectos imóveis.

Os machos possuem órgãos copuladores, chamados pterigopódios, resultantes da modificação das barbatanas pélvicas, através dos quais fecundam os ovos no interior do corpo da fêmea.

 

A reprodução

Na maioria dos tubarões os ovos desenvolvem-se dentro do corpo da fêmea (no oviduto ou no útero); noutros casos os embriões desenvolvem-se no interior de um ovo que é basicamente uma cápsula córnea que a fêmea lança para o exterior.

Em ambos os casos os bebés nascem já com o aspecto semelhante aos adultos.